DST: cuidado com as ‘palmas’ difíceis de tratar

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Is ‘palmas’, a doença sexualmente transmissível dos bordéis do século XIX, em perigo de um dia se tornar incurável? A gonorreia, o seu nome científico, está a tornar-se “mais difícil ou por vezes impossível” de tratar devido à resistência aos antibióticos, a Organização Mundial de Saúde (OMS) adverte, sublinhando a necessidade de descobrir novos medicamentos.

“A bactéria que causa a gonorreia, ou gonorreia, é particularmente inteligente. Cada vez que usamos uma nova classe de antibióticos para tratar a infecção, as bactérias evoluem para lhes resistir”, explicou a Dra. Teodora Wi numa declaração da OMS. Com base em dados de 77 países, a agência da ONU alerta para “uma resistência generalizada a antibióticos mais antigos e menos caros”. “Alguns países, particularmente países de elevado rendimento, onde a vigilância é mais eficaz, estão a detectar casos de infecção que nenhum antibiótico conhecido pode tratar”, o organismo baseado em Genebra assegura mesmo.

Mais e mais casos

78 milhões de pessoas têm gonorreia todos os anos, de acordo com estimativas citadas pela OMS. 35,2 milhões vivem na região do Pacífico Ocidental da OMS (Austrália, Ilhas do Pacífico, China, Japão…), 11,4 na região do Sudeste Asiático, 11,4 na região de África, 11 na região das Américas, 4,7 na região da Europa e 4,5 na região do Mediterrâneo Oriental.

Em França, esta infecção tende a progredir. De acordo com o Institut national de veille sanitaire, entre 2013 e 2015, aumentou em 100% nos homens homo ou bissexuais, em 32% nas mulheres heterossexuais e em 8% nos homens heterossexuais.

Segundo a OMS, “a diminuição do uso de preservativos, o aumento das viagens, as baixas taxas de rastreio da infecção, bem como um tratamento inadequado” estão a contribuir para um aumento dos casos.

Need para antibióticos

Gonorreia, também conhecida como gonorreia, é uma infecção devida a uma bactéria que pode afectar os órgãos genitais, o recto e a garganta. É transmitida durante o sexo oral, anal ou vaginal desprotegido. “As complicações afectam desproporcionadamente as mulheres, que estão em risco de doença inflamatória pélvica, gravidez ectópica e infertilidade, entre outras coisas, bem como um risco acrescido de infecção pelo VIH”, o vírus da SIDA, aponta a OMS.

p>Or, apenas três novos medicamentos estão actualmente sob investigação. “O desenvolvimento de novos antibióticos não é muito atractivo para as empresas farmacêuticas”, lamenta a OMS. A principal razão: “os tratamentos são dados apenas por curtos períodos de tempo (ao contrário dos medicamentos para doenças crónicas)”

Foi criada uma parceria entre a OMS e a DNDi (Drugs for Neglected Diseases Initiative), uma organização independente, para tentar desenvolver novos antibióticos. “A longo prazo, precisamos de uma vacina para prevenir a gonorreia”, diz o Dr Marc Sprenger, Director do Departamento de Resistência Antimicrobiana da OMS. Até lá, a agência sublinha a importância da prevenção, através de “comportamentos sexuais mais seguros, em particular o uso correcto e regular do preservativo”

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