INFLAÇÃO POR CUSTOS E ESTRUTURAS ECONÓMICAS – Perseus

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INFLAÇÃO POR CUSTOS E E ESTRUTURAS ECONÓMICAS

Num estudo recente sobre a teoria da inflação, Jacques Le Bourva destaca perfeitamente as razões que nos proíbem considerar a inflação como um simples “acidente monetário e financeiro” (1), e propõe-nos, a fim de dar conta dos processos inflacionistas, distinguir entre três tipos de inflação: inflação por excesso da procura agregada sobre a oferta agregada, inflação por excesso da procura sobre a oferta em certos sectores, inflação por aumento dos custos (2). Uma tal distinção lança certamente luz sobre as causas que podem desencadear a inflação. Mas também impõe uma obrigação de fornecer uma análise dos vários processos inflacionistas. E é preciso dizer que no que diz respeito ao terceiro tipo de inflação, a inflação de custos, a teoria económica contemporânea parece singularmente incerta.

Alguns autores, que de resto se apegam de bom grado à tradição clássica da economia política, parecem considerar que a inflação dos preços é uma consequência absolutamente natural da inflação dos custos e que não há aqui nada a explicar porque sempre e em todo o lado o segundo fenómeno seguiu o primeiro. Mas estes autores esquecem-se que a economia política clássica, precisamente, adoptou uma posição diametralmente oposta àquela que defendem.

Para Ricardo, em particular (e que economista clássico foi mais influente?), o aumento dos salários não conduz normalmente ao aumento dos preços, mas conduz a uma redução dos lucros. Esta tese é demasiado famosa para que nos possamos debruçar sobre ela. O simples lembrete que acabamos de dar deixa claro que o fenómeno contemporâneo da repercussão dos aumentos salariais nos preços requer uma explicação.

A teoria da inflação o relatório dos peritos e funcionamento de Dezembro de 1928 Economic Review 1959 no pp 713-754 Citado art 726 ff

Economic Review – N°l , 1962 l

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