Porque é essencial dar um apelido ao seu parceiro

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“Querido”, “meu coelho”, “meu querido”, “meu amor”… Com o seu cônjuge, dá-se constantemente pequenos nomes a si próprio? Isso é um bom sinal! De acordo com um estudo do Superdrug Online Doctor, que entrevistou 1.000 pessoas na Europa e nos Estados Unidos, três quartos dos europeus que dão um apelido ao seu parceiro percebem que a sua relação é mais feliz do que aqueles que não o fazem. Mas como pode um pequeno nome ter tanta influência sobre uma relação?

Nomes num casal, sinal de uma relação privilegiada

“Como as formas de se cumprimentarem, de se beijarem, o uso de pequenos nomes é um dos constituintes da intimidade do casal, um ritual que marca uma diferença entre a pessoa a quem se dirige e o resto do mundo, e é por isso que é precioso”, diz Robert Neuburger, psicanalista e autor do livro The Territories of the Intimate – The Individual, the Couple, the Family, à Slate. Além disso, é melhor que estes apelidos sejam exclusivos: “não gostaria que o seu cônjuge chamasse a sua secretária pelo mesmo nome que você”. Chiara Piazzsi, especialista em sociologia da intimidade romântica, acrescenta que são uma forma de “isolar o mundo da relação do resto do mundo, de fazer emergir um universo de significado ‘nosso’ versus ‘outros'”

Nomedidas mostram que a relação está a correr bem

Quando chama o seu companheiro pelo seu apelido, mostra que a sua relação é forte. “Gestos de amor” como a linguagem do amor são usados por ambos os amantes para confirmar um ao outro que ainda são um casal, que ainda estão apaixonados, como que para verificar reciprocamente que ainda têm as mesmas intenções. “É algo que significa ‘você é meu ou meu parceiro’, com todas as obrigações e privilégios que isso implica”, Chiara Piazzesi decifra.

À medida que a relação progride, o apelido tornar-se-á cada vez mais importante, ao ponto de se tornar o equivalente do primeiro nome, explica Jean-Claude Kaufmann. O autor do livro Sociologie du couple diz: “O princípio básico é a banalização de um termo de amor, pronunciado sem que haja necessariamente um compromisso pessoal de amar cada vez”. Será que isto implica o risco de o pequeno nome se tornar comum? Sim, mas isto é um bom sinal. De facto, esta trivialização “tem uma função do ponto de vista da relação”. Vem para criar um sentido de ligação, para mostrar que o casal está a realizar a sua unidade e solidez, simboliza esta configuração que é a relação”, explica Chiara Piazzesi.

Uma alcunha para mostrar a relação aos olhos do mundo

Chamar pequenos nomes em público permite mostrar a todos que se é um casal, porque os outros compreendem imediatamente o seu significado. “O casal precisa de ser reconhecido pelo mundo exterior, é um dos seus suportes de existência”, explica Robert Neuburger. Pode também mostrar que a pessoa já está numa relação comprometida, acrescenta Chiara Piazzesi: utilizá-la perante as pessoas pode ser uma “pequena estratégia para reforçar a sensação de estar numa relação com a outra pessoa e assumir uma nuance de ‘propriedade’ perante alguém que se sente ameaçar a integridade da relação”

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